sábado, 2 de maio de 2026

Como fica a salvação após o arrebatamento?

  

Por: Jânio Santos de Oliveira

Pastor e professor da Igreja evangélica Assembleia de Deus em Santa Cruz da Serra

Pastor Presidente: Eliseu Cadena

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 Email ojaniosantosdeoliveira@gmai.com

Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

 



Nesta oportunidade estaremos abrindo a Palavra de Deus que se encontra no texto de I Tessalonicenses 4.1-18 que nos diz:

1 Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais.

2 Porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus.

3 Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação;

4 Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra;

5 Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.

6 Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos.

7 Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.

8 Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.

9 Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros;

10 Porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a macedônia. Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto aumenteis cada vez mais.

11 E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado;

12 Para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma.

13 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.

14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.

15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.

16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.

18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

 

O estudo da Escatologia requer muita atenção e cuidado para não entrar na classe dos falsos mestres que Paulo enfatizou que, nos últimos tempos surgiriam.

Não é difícil o estudo sobre Escatologia, desde que o estudante dedicado busque a orientação de Deus que por sua vez iluminará a mente do seu discípulo. Uma coisa é certa: o Espírito Santo é o único e verdadeiro intérprete que merece toda a nossa confiança, no que tange a todo o conteúdo plausível da Bíblia Sagrada, o Livro de Deus.

Neste estudo bíblico estaremos fazendo um resumo básico da escatologia bíblica. Falaremos sobre a possibilidade de haver salvação após o arrebatamento da Igreja. Vamos acompanhar?

I.       Um resumo da escatologia bíblica.

Escatologia é a divisão da Teologia Sistemática que estuda as profecias bíblicas sobre o futuro. É por isso que a escatologia é melhor definida como sendo “a doutrina das últimas coisas”. Com certeza a escatologia bíblica é a área da teologia que desperta mais curiosidade entre cristãos, e que possui a maior variedade de interpretações.

1.    O que é escatologia e qual o seu significado?

A escatologia é o clímax da revelação divina. Ela fala sobre a principal razão da criação do mundo material, e o cumprimento dos propósitos eternos de Deus para a humanidade. A escatologia estuda tanto as profecias que já se cumpriram como as que ainda se cumprirão. Portanto, tudo o que era “profeticamente futuro” na época em que foi escrito é abordado na escatologia bíblica.

O termo “escatologia” começou a ser utilizado no século 19 e vem da junção de duas palavras gregas: eschatos, que significa “último”; e logos, “palavra” ou “dissertação”. Assim, escatologia significa “doutrina ou estudo sobre as últimas coisas”.

2.    O que é “escatologia inaugurada” e “escatologia futura”?

A escatologia bíblica estuda três tempos de profecias: profecias que já se cumpriram; profecias que estão se cumprindo; e profecias que ainda se cumprirão. Por causa disto, existe uma classificação que na teologia geralmente é chamada de “escatologia inaugurada” e “escatologia futura”.

Na escatologia inaugurada é abordado a fase atual do reino de Deus e as bênçãos presentes desfrutadas pelos crentes, bem como as várias profecias presentes no Antigo Testamento que se cumpriram na pessoa de Cristo em sua primeira vinda. A escatologia futura, como o próprio nome já diz, aborda os eventos futuros.

3.    A escatologia geral e a escatologia individual

A escatologia também pode ser dividida em dois segmentos: escatologia geral e escatologia individual. A escatologia geral trata acerca do futuro do mundo. Já a escatologia individual trata do futuro individual do homem.

Na escatologia geral temas relacionados ao fim da presente dispensação são discutidos. Por exemplo: a segunda vinda de Cristo; a ressurreição geral; o juízo final; etc. Já na escatologia individual é o fim da vida do homem que é discutido, como a morte física, imortalidade, e o estado intermediário dos mortos.

Podemos citar dois textos bíblicos como exemplos de escatologia geral e escatologia individual. São eles: 1 Tessalonicenses 5:1-11 e Salmo 90. Em 1 Tessalonicenses o apóstolo Paulo trata da escatologia geral, enquanto no Salmo 90 Moisés fala a respeito da escatologia individual.

4.    Quais são os principais assuntos estudados na escatologia?

De forma geral, um estudo escatológico completo e detalhado procura estudar:

As profecias em relação a Jesus Cristo: são consideradas as profecias messiânicas sobre a primeira vinda de Cristo que é o assunto mais importante do Antigo Testamento. Também é abordado cada uma das promessas de sua segunda vinda, especialmente no Novo Testamento.

Profecias em relação a Israel: como o povo da Aliança, a nação de Israel foi alvo de muitas profecias. Então a escatologia bíblica também estuda tais profecias, iniciando desde as primeiras promessas feitas a Abraão no livro de Gênesis.

Profecias em relação aos gentios: existem muitas profecias na Bíblia sobre os gentios. Um exemplo claro de uma delas, é a profecia que ocorreu ainda na família de Noé (Gn 9:27).

Profecias em relação à Igreja: tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, muitas profecias sobre a Igreja podem ser encontradas. Essas profecias deixam claro que Deus escolheu para si um corpo de santos formado por judeus e gentios.

Estado intermediário: uma abordagem sobre o estado intermediário dos homens (tanto dos salvos quanto dos ímpios) após a morte enquanto aguardam a ressurreição.

Reino milenial: essa área é a que mais gera discussões devido as suas diferentes escolas de interpretação. Basicamente é discutido o reino milenar de Cristo, o milênio, mencionado em Apocalipse 20.

Juízo final: um estudo sobre o julgamento de todos os homens. O evento do juízo final terá algumas diferenças, principalmente cronológicas, dependendo da corrente de interpretação escatológica adotada.

Estado eterno: um aprofundamento sobre os relatos de Apocalipse 21 e outros textos bíblicos. Neste ponto são estudadas as profecias sobre a vida dos justos no novo céu e nova terra bem como a vida dos ímpios no tormento eterno no inferno.

 

II.  Definindo o termo escatologia.

O termo escatologia deriva de duas palavras gregas: escathos e logos, que se traduzem por “últimas coisas” e “estudo” ou “tratado”. É o estudo ou doutrina das últimas coisas. É chamada bíblica, no nosso caso, porque ela pode ser extrabíblica.

No estudo da escatologia bíblica, é de caráter fundamental, Ter o cuidado em não apresentar falsas interpretações, evitando, com isso, questionamento e especulações. Deus nos adverte dizendo que devemos “manejar bem a Palavra da verdade.”(II Tm.2.15). “Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará”(Hc 2.3).

 

III.  Principais eventos escatológicos

Em que ordem as últimas coisas devem acontecer? Apresentamos abaixo uma sequência geral acompanhada de passagens bíblicas, para que, estudando-as, tenhamos em mente todo o cenário escatológico.

Seria muito útil ao estudioso dessas doutrinas examinar com cuidado, em meditação, cada referência mencionada na relação abaixo.

  • 1.    O Arrebatamento da Igreja
  • 2.    O Tribunal de Cristo
  • 3.    A Grande Tribulação
  • 4.    A Vinda de Jesus à Terra
  • 5.    O Fim do Império do Anticristo.
  • 6.    O Julgamento das Nações.
  • 7.    O Milênio após a prisão de Satanás.
  • 8.    A Revolta do Diabo e seu Julgamento.
  • 9.    O Juízo Final.
  • 10.                      Novos Céus e Nova Terra.

 

IV. Entendendo o campo da escatologia bíblica.

O que caracteriza o vislumbre do cumprimento das profecia no palco da escatologia, é a maneira de como Deus trabalha para mostrar a sua vontade, revelada na palavra escrita. Este trabalho consiste em ampliar a revelação divina, nos dando a entender que a palavra escrita continua em pé, revigorada pela forte atuação e inspiração do Espírito Santo de Deus. A ordem que o profeta Jeremias recebeu do Senhor foi esta: “escreve num livro todas as palavras que eu te disse”, Jr 30.2.

Não podemos duvidar nem admitir falha na palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo; 2Tm 3.16. A inerrância das escrituras tem sua base na infalibilidade da Palavra do Senhor.

Com isso podemos ir mais além do que Horácio afirmou. “a palavra escrita ‘não’ apenas permanece – ela floresce como trepadeira nas fronteiras do nosso entendimento”. Ela alcança o mais profundo dos recônditos da nossa alma. Para entender o campo da escatologia, precisamos saber de 3 (três) verdades básicas.

1.     A igreja – alvo da revelação Divina.

Toda a revelação aponta para o futuro. O futuro consiste num plano traçado por Deus para que a Igreja caminhe neste mundo “pela fé a esta graça, na qual estando firme, gloria-se na esperança da glória de Deus”(Rm  5.2).

Argumentando o fato de nós sermos alvo da revelação divina, o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios dizendo que Deus “nos elegeu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade”(Ef  1.4,5). Somente aqueles que são santos e filhos de Deus é que têm o privilégio de ter a revelação das coisas que em breve hão de acontecer.

Em contraste, o mundo pagão, que não tem a revelação de Deus, se fecha num ciclo de falsas expectativas em relação ao futuro.

No consenso filosófico da humanidade a maior parte da população do mundo vê com grande otimismo a era que está por vir.

Pressentindo um fantástico progresso material e científico, vivendo na era da velocidade e vendo a aquisição do conhecimento se acelerar, muitos poderão se tornar otimistas demais. Contudo o apóstolo Paulo nos adverte: “quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição”(ITm  5.3).

Aos olhos dos franceses do final do século XIX, o novo século parecia uma espécie de Idade de Ouro. Mas o entusiasmo durou até 1914, quando a 1ª Guerra Mundial pôs fim ao sonho dourado.

Outra parte da humanidade certamente adentrará o 3º milênio cheia de superstições, medo, insegurança e pessimismo; preocupada com desgraças, desemprego, violência e caos social.

A história registra que, na passagem do ano 999 para 1.000, a maior parte da Europa não conseguiu comemorar a data, pois esperava o “Apocalipse”. Segundo o historiador Frederick H. Martins, um sentimento de terror dominou a multidão amontoada na imensa Basílica de São Pedro, em Roma, na noite de 31 de dezembro de 999. Inclusive o Papa Silvestre II parecia aterrado.

Isso aconteceu porque o povo não tinha acesso à Bíblia. Quem conhece a revelação sabe que o mundo irá de mal a pior, mas não se desespera. E o Senhor Jesus profetiza: “homens desmaiarão de terror, na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo... e quando estas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e levantem a cabeça, pois a vossa redenção está próxima, Lc 21.26,28.

2.    As sete dispensações.

Para melhor compreender o campo da escatologia bíblica, faz-se necessário um resumido estudo sobre as sete dispensações, sabendo que, a última dispensação é para o futuro.

Uma dispensação é um período em que o homem é experimentado em relação à sua obediência a alguma revelação especial da vontade tanto permissiva como diretiva de Deus.

A palavra dispensação deriva do termo grego “oikonimia” que por sua vez significa economia que é a “boa ordem na administração na despesa de uma casa”.

As sete dispensações são:

A.     Da Inocência

Seu início deu-se na criação e findou-se na queda de Adão. O tempo não é revelado.

B.     Da Consciência

Esta dispensação começou em Gn. 3 e durou cerca de 1656 anos: de zero (0 ) a 1656 a.C., abrangendo o período desde a queda do homem até o dilúvio; Gn. 7.21,22.

C.    Do Governo Humano

Esta dispensação começou em Gn. 8.20 e perdurou cerca de 427 anos. Desde o tempo do Dilúvio até a dispersão dos homens sobre a superfície da terra, sendo consolidada com a chamada de Abraão; Gn. 10.15; 11.10-19;12.1.

D.    Patriarcal

Teve início com a Aliança de Deus com Abraão, cerca de 1963 a.C., ou seja, 427 anos depois do dilúvio. Sua duração foi de 430 anos; Gl 3.17; Hb. 11.9,13. A palavra chave é PROMESSA. Por meio desta dispensação, Abraão e seus descendentes vieram a ser herdeiros da promessa.

E.     Da Lei

Ela teve início em Êx 19.8, quando o povo de Israel proclamou dizendo que “tudo que o Senhor falou, faremos.” Sua extensão é de 1430 anos. Do Sinai ao Calvário; do Êxodo à cruz.

F.     Da graça

Esta dispensação começou com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo e terminará em plenitude com o arrebatamento da Igreja; porém, oficialmente falando, seus efeitos continuarão até Apocalipse 8.1-4.

G.    Reino Milenar

Esta dispensação terá, de acordo com a própria escritura, a duração de 1.000 anos; Ap. 20.1-6. É também chamada de a dispensação do Governo Divino.

Esta dispensação é algo para o futuro, logo após o julgamento das nações descrito em Mt 25.31-46, e antes do Juízo do Grande Trono Branco.

É neste ponto, é que se encontra a essência do entendimento do campo da escatologia bíblica, ou seja, compreender o que Deus traçou para o futuro da Igreja, Israel e dos gentios.

Esta última dispensação, que é a juntura do presente século e do vindouro, fornece um nítido exemplo de sobreposição das dispensações, isto é, que às vezes há um período transitório entre uma e outra.

V.  Haverá salvação após o arrebatamento?

Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram” (Ap 6.9-11).

Estes santos vistos no presente texto são os mártires da “Grande Tribulação”, e sem duvida alguma eles fazem parte dos pregadores do “evangelho do reino” (Mt 24.14), pois a passagem diz que eles deram o seu testemunho.

Estas almas ou espíritos, cujo corpo estão na terra e ainda não foram ressuscitado, são completamente distintos dos mártires que morreram pela fé no tempo de Igreja. Todos os mártires da Igreja nesta altura já foram ressuscitados e arrebatados, são vistos coroados no céu representados pelos vinte quatro anciãos, e estão livres da Grande Tribulação.

Note que eles clamam por vingança (v. 10 - Veja ainda o Salmo 79). Por que isto? Porque o tempo da graça passou e eles oram com o mesmo ardor no juízo de Deus.

Duas coisas ainda devem ser ditas aqui, que mostra a diferença entre estes santos e a Igreja: 1. A igreja é vista coroada (2ª Tm 4.8, Ap 2.10). 2. Estes santos são vistos com palmas em suas mãos (Ap 7.9).

Que o Espírito de Deus continuara operando desde o céu, o que resultará na conversão de muitos judeus e gentios, salvos “através do fogo”. São estes os santos que percorreram o mundo e hão de pregar, não a mensagem do evangelho da graça, mas a mensagem do evangelho do reino (Mt 24.14), que se deferência por ser uma mensagem semelhante à de João batista e da Malaquias (Mt 3.1-10; Ml 3.18; 4.1-6). Todos estes vem a ser mortos por causa da Palavra de Deus e do testemunho que deram. No tocante as vestes brancas que foram dadas a eles. O branco é a aparência característica do céu:

No capítulo 7 do verso 9 ao 14, o apóstolo João descreve uma cena no céu: “Uma grande multidão de pessoas, a qual ninguém podia contar, de todas as nações e tribos, e povos, e línguas” (v. 9). “E um dos anciãos me falou dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são e de onde vieram? Estes são os que vieram de grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7.13-14).

Esta multidão não é a Igreja, como também os selados não são, pelos seguintes motivos:

1. É um dos anciãos que representam a Igreja que faz a pergunta a João (v. 3).

2. Se fossem a Igreja teriam sido arrebatados antes da Grande Tribulação.

De quem é composta está multidão?

1. De todas as nações que creram pelo trabalho dos 144.000.

2. De muitos crentes que ficaram, mas creram.

Estas pessoas são aqueles que eram amigos do evangelho, mas nunca tomaram uma posição, não aceitaram a Cristo como Seu salvador e não desligaram-se do pecado. Estes são os que vão ficar na terra depois do arrebatamento da Igreja. O anticristo e o falso profeta (Ap 13) que é o ditador do Império Romano ressuscitado, moverá grande e tremenda perseguição contra esta multidão, que terão de enfrentar cara a cara a Satanás e sujeitar-se á decapitação. Muitos com medo da morte negarão outra vez o nome de Jesus e renunciarão á fé, porém muitos, como uma multidão incontável em todo o mundo, voluntariamente, permanecerão fiéis, preferindo morrer pelo testemunho de Jesus.

“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.4).

João vê as almas daqueles que foram decapitadas por amor a Cristo e que guardaram Sua Palavra. Mas aqueles que não irão se dobrar perante a Besta, adorar sua imagem e aceitar a sua aliança, então serão salvos na Grande tribulação.

Convém lembrar, que nesse tempo, o Espírito Santo não estará mais na terra como agora, quando serve de guarda, de guia, de diretor e “Paracleto” da Igreja (Jo 14.17-26; 16.13-14). Eles terão que enfrentar sozinhos as hostes do mal, com o único desejo de serem salvos.

Note-se a diferença entre os cento e quarenta e quatro mil selados (Ap 7.1-8), e os mártires da Grande Tribulação (v. 9). O primeiro está na terra e estão selados por Deus; o segundo são os gentios, inumeráveis, que completa o número daqueles que “estavam debaixo do altar”, visto por João na abertura do quinto selo, agora tirados da Grande Tribulação, e estão no céu perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos, significando que as pessoas tinham alcançado, não somente a justiça e a pureza, mas também a vitória e gozo; e com palmas nas mãos. Estas palmas simbolizam os mártires. A Igreja representada pelos anciões está coroada, e os fiéis receberam o galardão após o arrebatamento, no Tribunal de Cristo (2ª Co 5.10; Ap 22.12). Mas os mártires receberão palmas que simboliza louvor.

João estava observando aquela cena de adoração e compartilhando daquela magnífica alegria, sem entender perfeitamente a visão:

“Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram?” João ficou surpreso, mas respondeu ao ancião: “Senhor tu sabes”. E logo o ancião lhe respondeu: ...”estes os que vêm da Grande Tribulação...”.

Os cento e quarenta e quatro mil de Israel foi dado um sinal na testa para que ficassem isentos dos sofrimentos da Grande Tribulação. Os gentios deixados na terra após o arrebatamento da Igreja, depois de despertados e de reconhecerem Jesus como Seu Senhor e Salvador, foram oferecidos como mártires, sendo decapitados no período DA GRANDE TRIBULAÇÃO. Não “de grande tribulação” ou apenas “de muitas tribulações” (At 14.22), mas “DA GRANDE TRIBULAÇÃO”. Da tribulação sem igual durará três anos e meios (Dn 9.24-27), ou seja, a última metade da septuagésima semana de Daniel. Este é um período de tribulação como nunca houve, nem haverá jamais (Jr 30.4-7; Dn 12.1; Mt 24.21, 22).

O intenso sofrimento na Grande Tribulação não é suficiente para purificar os homens dos seus pecados. Somente o sangue do Cordeiro nos purificará de todo o pecado: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7).

Deus mostra o Seu precioso carinho para as criaturas que lhe são fiéis. Carinho de pai e mãe, que quer bem aos seus filhos (Is 44.15-16). Esta é a grande e sublime promessa que alcançarão todos os vencedores.

Depois do Julgamento das nações se dará na terra a ressurreição dos mártires que foram mortos na Grande Tribulação pelo anticristo. Incluem nesta rubrica todos os crentes, perseguidos e maltratados até a morte por causa da Palavra de Deus e aqueles que não negaram Jesus e que ficaram fiéis ao Senhor testemunhando que eram de Cristo (Ap 20.4-6). Esses mártires reinarão com o Senhor no Milênio.

Palavra de encorajamento.

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Então, ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham (Ap 14.12-13).

Uma voz do céu, a voz de Cristo (10.4), ordena a João escrever, especialmente para encorajar aos que recusaram aceitar o sinal da besta.

Esta mensagem de consolo será então especialmente necessária, pois os muitos homens que tornarem-se crentes, aqui não falo mais dos cento e quarenta e quatro mil que já estarão na glória com o Senhor (Ap 14.3-4), mas daqueles que estarão diante da alternativa de adorar a besta ou morrer. Sua decisão por Jesus Cristo terá consequências terríveis. Por não negarem a fé e guardarem os mandamentos de Deus, haverá uma terrível perseguição até a morte.

“Bem aventurados, bem feliz os mortos que desde agora morrem no Senhor”. Estas palavras podem naturalmente ser aplicadas a todos os santos que dormiram, pois todos os que morreram no Senhor no decorrer dos séculos, estão salvos. O sangue e a justiça de Cristo são seu adorno e suas vestes de honra.

A voz celestial anuncia-lhes que ganharão muitíssimo através do martírio: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor”. Há uma promessa especial para aqueles que lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro durante a Grande Tribulação. Através do seu martírio eles tornam-se participantes de algo muito melhor do que se continuasse com a vida. Eles participaram dos rabiscos da colheita (Ap 6.9 e 11). Entretanto os santos salvos na Grande Tribulação não pertencem á Igreja-noiva, eles têm parte na promessa que foi dada a nós.

Hoje e agora, neste último prazo antes do arrebatamento, importa uma entrega completa a Jesus Cristo. Quem atualmente não dedica-se ao discipulado, este acaba desviando-se dos caminhos do Senhor. Mas agora ainda tem tempo para entregar teu coração a tua vida completamente ao Senhor. Aproveite o tempo e a oportunidade, e não endureça teu coração, pois a vida nesta terra é curta.

Todos os vencedores, desde os primeiros mártires da Igreja, incluindo os gentios salvos como através do fogo e os remanescestes de Israel, são salvos como através do fogo e o fiel remanescente de Israel, são salvos e vitoriosos “pelo sangue do Cordeiro e pela palavra de seu testemunho”. Jamais alcançariam qualquer vitória pelos seus próprios méritos ou porque tenham passado por provas duras e terríveis e até mesmo pelo fogo da Grande tribulação. Para provar a sua fé em Jesus e a confiança inabalável em seu Deus, eles não amaram as suas vidas até a morte.

 

VI. Uma visão panorâmica das coisas futuras.

Vamos ter uma visão panorâmica das coisas que em breve hão de acontecer, e com isso, teremos uma compreensão melhor da conjuntura dos fatos ordenados por Deus na sua Palavra. Esta seção, constitui dos temas que a Escatologia bíblica estuda.

1.    A segunda vinda de cristo

Qual o cristão fiel e sincero que não espera com ansiedade a Segunda Vinda?

Quem ama a Palavra de Deus tem a certeza de que Cristo “aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28).

Há inúmeras profecias sobre esse acontecimento nas Escrituras, inclusive no Antigo Testamento embora, naquele tempo, os israelitas não entendessem que seria necessário o Messias vir ao mundo duas vezes.

O povo de Israel conheceu apenas os rudimentos da revelação divina (Hb 6.1), ou seja, conheceu apenas a cartilha de Deus.

Nós, a Igreja de Deus, conhecemos O Livro Completo; isto é, a revelação divina completa. Que desculpa temos diante de Deus, agora?

Hoje, podemos compreender verdades que nenhum dos profetas antigos conseguiu assimilar.

Cristo, em sua primeira vinda, resgatou-nos do domínio do pecado (Rm 6.14), ressuscitou para a nossa justificação (Rm 4.25), fundou a sua Igreja (Mt 16.18) e ascendeu ao Céu (At 1.7 -11).

Sabemos por que temos a Bíblia completa que Ele voltará para arrebatar os salvos, nas nuvens (I Ts 4.16,17); e que, sete anos depois, virá à Terra para instaurar o Milênio (Ap 19.11,15; 20.1-6).

A Segunda Vinda abrangerá um período de sete anos, compreendendo três grupos de povos os judeus, os gentios e a Igreja de Cristo (I Co 10.32).

Para os judeus, o Senhor virá como o Libertador, o Messias, a fim de implantar o Milênio.

Para os gentios, como Juiz.

E Para a Igreja, como seu Noivo, no Arrebatamento, e a levará para o Céu.

Embora seja inútil tentar estabelecer uma data para o Arrebatamento, a cada dia surgem mais especulações sobre o assunto.

Há teólogos que se arriscam nesse terreno movediço, talvez para demonstrar a sua habilidade em fazer cálculos mirabolantes.

Isso é um desperdício de tempo! Jesus foi categórico: “daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai” (Mt 24.36).

 

A.     Palavras usadas para descrever o arrebatamento

Existem usualmente três palavras que todos nós usamos para explicar tão maravilhoso fenômeno.

a) Arrebatamento; 1 Ts 4.17.

b) Trasladação; Na carta aos hebreus vemos Enoque, um símbolo da Igreja.

c) Rapto. Palavra latina, RAPERE; significa transportar de um lugar para outro. Equivale ao grego: ARPAZO, usado em Jo. 10.28,29; At.8.39, etc.

B.  Propósitos do Arrebatamento

a) Livrar os embaixadores do Rei do perigo iminente; 2Co. 5.20; Ap.3.10; I Ts. 1:10.

b) Recompensar a Igreja de Cristo, mediante a outorga de galardões, no soleníssimo Tribunal de Cristo; 2 Co. 5.10.

c) Conduzir a Igreja à Bodas do Cordeiro, que se dará em seguida ao Tribunal e, enquanto na Terra ocorrerá a Grande Tribulação.

d) Introduzir a Igreja no Reino da Glória e imortalidade, conforme o desejo expresso por Jesus; Jo. 14.3

C.  A trombeta do arrebatamento

O toque da trombeta no dia do arrebatamento se relaciona com o alarido e a voz do arcanjo. O alarido significa originalmente uma expressão militar, uma voz de comando. Nesse dia ouvir-se-á a voz do ARCANJO. Como se sabe, a palavra ARCANJO significa chefe de anjos. Certamente a voz do ARCANJO será para comandar os anjos, que se oporão às hostes demoníacas instaladas nos ares, abrindo caminho para o povo de Deus que estará sendo arrebatado.

Visto que, em Mt 24.30,31 encontramos os anjos a recolher os eleitos, logo após ser proferida a lamentação por todas as nações, alguns serão levados a pensar que a Igreja não será arrebatada até Cristo haver destruído os exércitos do anticristo. Ora, devemos considerar, porém, que o cap. 24 de Mateus não apresenta os eventos em ordem cronológica. Jesus não tinha qualquer intenção em revelar o dia ou a hora de sua vinda. A palavra então, no início de Mt 24.30, traduz um vocábulo grego de sentido muito geral (tote), dando a entender que os acontecimentos ocorrerão todos dentro do mesmo período de tempo, mas não necessariamente na ordem apresentada.

D.  Fatos ligados ao arrebatamento

Quando Cristo vier para buscar a Igreja, ocorrerão duas coisas na terra, por ocasião desse evento:

a) Ressurreição dos mortos crentes. Em 1 Ts. 4.14, diz que Cristo trará em sua companhia os espíritos daqueles que dormem no Senhor, e Ele ficará parado nas nuvens, enquanto os espíritos continuam descendo a procura de seus corpos a serem ressuscitados em um corpo glorioso. (1 Ts. 4.16).

b) Transformação dos vivos. Após a ressurreição dos mortos crentes, segue-se a transformação dos vivos que estiverem preparados para aquele momento; 1 Co. 15.52.

“Vai pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti”. Is 26.20ª.

E. Jesus sabe quando voltará?

Ao se fazer homem, o Senhor Jesus aniquilou-se (esvaziou-se) a si mesmo; e, embora não tenha deixado de ser Deus (1Tm 3.16; Cl 2.9), abriu mão de parte de seus atributos divinos e da glória que desfrutava junto ao Pai (Jo 1 .1 4; 2 Co 8.9; Fp 2.5-8).

Na Terra, o Homem-Deus sujeitou-se temporariamente às limitações humanas (Hb 2.14).

E foi nessa condição temporária que Ele declarou não saber quando se daria o Arrebatamento ( Jo 14.28).

Com a vitória cabal alcançada na cruz e a sua transcendental ressurreição, Jesus reassumiu a glória que tinha antes de o mundo existir (Jo 17.5).

Não foi por acaso que declarou: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 28.18), pois de fato Ele é o Todo-Poderoso (Ap 1.8).

Não há razão para acreditarmos que Ele tenha deixado de saber definitivamente o dia do Arrebatamento.

Em Apocalipse, as suas convictas palavras indicam o seu pleno conhecimento sobre o assunto: “venho sem demora”; “presto venho”; “cedo venho” (Ap 3.11; 22.7,12).

 

2As duas ressurreições

Quando Jesus voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, incorruptíveis. Em seguida, os salvos vivos serão transformados.

Juntos, subirão ao encontro do Senhor, nos ares (I Ts 4.16,17; I Co 15.51,52).

Apenas “os que morreram em Cristo” ressuscitarão antes do Arrebatamento; os que não morrerem “em Cristo” farão parte de uma “segunda ressurreição”, que se dará antes do Juízo Final.

 

Os pós-milenaristas afirmam que a expressão bíblica “primeira ressurreição” (Ap 20.5,6) é simbólica e alude a uma ressurreição espiritual.

Segundo o pensamento desses teólogos, Jesus teria previsto uma única ressurreição do corpo, para justos e injustos.

De fato, o novo nascimento é comparado a uma ressurreição: os salvos morrem para o pecado e ressurgem para uma nova vida (Rm 6.8-12).

No entanto, além da ressurreição simbólica e espiritual, ocorrerão duas outras reais: a da vida e a da condenação.

3.    O estado intermediário

Em I Tessalonicenses 3.13 está escrito: “que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos”.

Essa passagem mostra que os santos de todas as épocas virão com Cristo, no Arrebatamento.

Em outras palavras, o espírito e a alma (ou espírito e alma) deles se juntarão aos seus corpos, na Terra, para a ressurreição, num abrir e fechar de olhos (I Co 15.50-52).

O espírito e a alma dos mortos encontram-se hoje em um lugar intermediário aguardando a ressurreição; isso, separadamente, conforme a condição da pessoa, salva ou perdida, consoante a explanação a seguir.

Todas as pessoas, ao morrerem, salvas ou perdidas, ficam sob o controle de Deus (Ec 12.7).

 

Os salvos são levados ao Paraíso, no Céu (Fp 1.23; 2 Co 5.8; I Pe 3.22).

E os ímpios vão para o hades (hb. sheol), um lugar de tormentos (Ef 4.8-10; Sl 139.8; Pv 15.24)

4.    O tribunal de Cristo

A sequência dos julgamentos, logo após o Arrebatamento, ocorrerá ainda nos ares o Tribunal de Cristo.

É importante não confundirmos esse julgamento com os outros mencionados nas páginas sagradas.

A distinção entre eles se dá em razão de quatro aspectos diferenciadores: os participantes, o local, o tempo e o resultado de cada um.

Bodas do Cordeiro- O que é e Como será a Grande Ceia

5.    As bodas do cordeiro

O que são as Bodas do Cordeiro?

Depois do Tribunal de Cristo, nos ares, os salvos se reunirão com o Senhor, no Céu, onde ocorrerão as Bodas do Cordeiro, o casamento entre Cristo e a Igreja.

A porta estará aberta para uma grande multidão de santos, que, a uma só voz, bradarão: “Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus” (Ap 19.1).

Fatos relacionados com as Bodas do Cordeiro acerca dessa grandiosa Ceia do Senhor lemos, em Apocalipse 19.7-9 e Lucas 22.29.30.

 

6.    A grande tribulação

Enquanto a Igreja galardoada estiver adentrando às mansões celestiais, a fim de participar das Bodas do Cordeiro, já terá começado na Terra o mais difícil período da História: a Grande Tribulação, através da qual a ira do Senhor, o Justo Juiz, se manifestará contra os ímpios e adoradores da Besta (Ap 6.16,17).

O que é a Grande Tribulação?

A primeira alusão à Grande Tribulação, nas Escrituras, está em Deuteronômio 4.30: “Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então, no fim de dias [“nos últimos dias”], te virarás para o Senhor, teu Deus, e ouvirás a sua voz”.

Esta e outras passagens veterotestamentárias se referem, profeticamente, ao evento em análise (Dt 31.4; Is 13.9-13; 34.8; Jr 30.7,8; Ez 20.33-37; Dn 12 .1).

A Igreja passará pela Grande Tribulação?

Mui freqüentemente, os que afirmam que a Igreja passará pela G.T., salientam: Deus não prometeu que a Igreja escapará da tribulação e do sofrimento. O que eles não sabem é que a Bíblia usa a palavra tribulação (no grego, thlipsis) de duas maneiras diferentes. Algumas vezes, ela refere-se à aflição, à perseguição, à pressão e à angústia que nos são causadas por um mundo ímpio. Ela também é traduzida por aflições quando Paulo fala de nossas tribulações diárias que, se comparadas à eternidade, duram apenas um momento; IICo. 4.17. Mas os julgamentos da tribulação, referidos em Apocalipse, não pertencem à mesma classe; representam a ira de Deus. Mas não estamos esperando a ira; quer vivamos ou morramos, aguardamos o arrebatamento para estarmos para sempre com o Senhor; 1 Ts. 5.10.

“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei ‘da hora da tentação’ que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra”; Ap. 3.10. A passagem em foco indica que a Igreja jamais passará pela G.T. Aqueles que advogam que a Igreja passará por este sombrio período, fazem sua defesa no significado da preposição “EK”.

Esta preposição “ek” leva os intérpretes a uma interpretação literal de sair de dentro. Para emergir de dentro da hora da tentação, deve (segundo este conceito) ter estado presente durante aquela hora. Mas essa forma de interpretação, não combina com a tese e argumento principal da natureza do pensamento das Escrituras, por vários motivos:

a) Ora, usando a preposição gramatical de: “ek” e “apo” (fora de) reforça o conceito geral das demais escrituras. À referência direta deste versículo, qualquer estudioso sabe que se refere à hora da G.T., que de um certo modo envolverá todo o mundo, e, na sua fase final, terá como alvo a cidade de Jerusalém e a Terra Santa.

b) A palavra da significa para fora de e em si traz a idéia de ser guardado da Tribulação (não meramente conservado através dela, como alguns asseveram). Ora, se a Igreja estivesse destinada a passar pela G.T., uma coisa seria certa; em lugar de ler-se: “...eu te guardarei ‘da’ hora da tentação”. Ler-se-ia: “eu te guardarei ‘na’ hora da tentação”. Convictos, desta verdade podemos afirmar: A Igreja não passará pela grande tribulação.


7.    O Apocalipse 12 e a grande tribulação

Uma passagem profético-simbólica que nos faz compreender melhor a Grande Tribulação e os eventos escatológicos que se seguirão é Apocalipse 12.

Mas a revelação que o Senhor deu a João não se refere apenas ao futuro.

O texto abrange passado e presente, mencionando detalhes elucidativos acerca da atuação do Inimigo, desde o surgimento de Israel até ao fim do período tribulacionista.


Além disso, enfatiza a vitória de Cristo e sua Igreja sobre as hostes da maldade.

8.    Os juízos divinos durante a grande tribulação

Antes de Cristo voltar em poder e grande glória, com a sua Esposa, muitos

juízos divinos serão derramados sobre a Terra, descritos em Apocalipse sob selos, trombetas e taças.

Como disse Jesus, em Mateus 24.22: “E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos

[israelitas remanescentes], serão abreviados aqueles dias”.

 

9.    A manifestação de Cristo em poder e Glória

A Manifestação de Cristo em poder e grande glória não deve ser confundida com o Arrebatamento.

Primeiro, porque, na primeira etapa de sua Segunda Vinda, Jesus virá somente até às nuvens a fim de receber a sua Noiva, e não à Terra, para julgar os vivos.

Além disso, um dos propósitos da segunda etapa será pôr um fim à Grande Tribulação e isso se dará sete anos após o rapto da Igreja.

Em Mateus 24.30,31, Zacarias 12.10 e 14.4 vemos, de maneira resumida, praticamente todas as características desse evento escatológico mencionadas nas Escrituras.

 

10.                      O Amagedom e a prisão de Satanás

O próximo evento escatológico, logo após à chegada de Cristo e seus exércitos à Terra, é a batalha do Armagedom.

A população do mundo estará reduzida no momento em que ocorrer essa batalha (Zc 12.9; 14.16; Jr 50.20).

Haja vista os vários juízos divinos derramados sobre a Terra.

O que é o Armagedom?

Após os sete anos de tribulações jamais vistas e sentidas na Terra (Mt 24.21), haverá a batalha do Armagedom (lit. “monte de Megido”), em Israel (Ap 16.16; 19.19).

Os exércitos da Besta se unirão na planície de Armagedom contra o povo israelita (Zc 12.3,9; 14.2).

 

11.                      O julgamento das nações

As nações que sobreviverem ao Armagedom serão julgadas imediatamente por Jesus Cristo.

Esse julgamento não deve ser confundido com o Juízo Final (Trono Branco), que se dará somente após o Milênio.

Em Joel 3.2,12,14, está escrito:

“Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a minha terra. Movam-se as nações e subam ao vale de Josafá; porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor. Multidões, multidões no vale da Decisão! Porque o dia do Senhor está perto, no vale da Decisão.“

12.                      O milênio segundo as Escrituras

Com o Anticristo, o Falso Profeta e as nações opressoras de Israel para sempre no Inferno, além de Satanás aprisionado por mil anos no Abismo, o mundo terá um novo começo.

Haverá aqui mil anos de paz, justiça e prosperidade, sob o comando do Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Cumprir-se-á na Terra a tríplice profecia de Isaías 33.22: “o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é nosso Rei; ele nos salvará”.

O que é o Milênio?

Como o próprio termo sugere, o Milênio é um período de mil anos em que a Igreja reinará com Cristo na Terra (Ap 20.4).

Trata-se de uma época áurea, aguardada com muita ansiedade pelos israelitas e pela Igreja.

Fala-se muito em paz mundial, porém está só ocorrerá mesmo nesse glorioso reinado do Senhor Jesus, o Príncipe da paz (Is 9.6).

Vejamos agora alguns itens a serem considerados sobre o Milênio.

A forma de Governo teocrático, isto é, o próprio Deus regerá o mundo na pessoa do Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo; Dn 7.4.

A Sede do Governo

Jerusalém, será a capital do mundo. A desprezada cidade tantas vezes pisada pelos exércitos invasores.

Condições espirituais

As condições espirituais em evidência durante o Milênio contrastarão fortemente com as prevalecentes nos dias atuais. Então terá sua total realização a profecia de Joel 2.28,29, em que, o Espírito Santo será derramado sobre Israel e as demais nações.

O conhecimento do Senhor será universal durante o Milênio; Is. 11.9; Jr. 31.34. Tal qual hoje o mal prevalece e muitas nações jazem nas trevas da idolatria, naquele tempo a justiça de Deus prevalecerá e todas as nações conhecerão o nome do Senhor Jeová Rafá.

Satanás será amarrado durante o Milênio. Esse inimigo, tanto de Deus como do homem, será algemado e lançado no abismo, de maneira que ele ficará impossibilitado de exercer o seu nefasto programa de engano entre os homens; Ap 20.1-3.

Haverá paz universal durante este período em estudo. Hoje os esforços humanos para promover a paz entre os homens são vãos. Porém chegará o dia em que o Príncipe da Paz estabelecerá a perfeita harmonia entre as nações.


13.                      O juízo final

 Em Apocalipse 20.11-15 descreve-se o julgamento que terá lugar ao fim do Milênio, mil anos depois do julgamento das nações, realizando-se não sobre a terra, como foi o caso do julgamento das nações, mas sim nas regiões celestiais onde Deus habita. A primeira ressurreição, Ap 20.6, ocorrerá antes do início do Milênio e será para os mortos justos pertencentes a todas as dispensações, à Igreja, e ao grupo salvo durante a G.T.; Ap.7

Sendo que os participantes da 1ª ressurreição são descritos como bem aventurados, e santos, naturalmente os demais mortos que não viverem até o fim do Milênio não o são. Por essa razão cremos que perante o GTB comparecerão os mortos ímpios.

A presença do Livro da Vida será necessária na condenação daqueles que alegarão méritos das suas obras, quando deveriam ter aceitado a Cristo como seu Salvador, fato que teria colocado seus nomes nesse livro do Cordeiro.

Os ímpios serão julgados segundo as suas obras. O registro delas será aberto e lido para determinar o grau de castigo. O Lago de Fogo será para todos os ímpios. Para este lugar serão removidos para sempre a morte e o Hades.

6 – O estado perfeito e eterno.

Jesus não deixou de mencionar sobre essa era perfeita. Apocalipse 21 e 22 descrevem as glórias deste estado eterno.

A cidade de Jerusalém, a celestial, baixará de vez sobre a Terra. A nova terra tem seu relevo totalmente diferente.

Quem preparou esta cidade foi Jesus. A cidade é quadrangular. Nessa cidade não haverá mais noite, nem precisará da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre os seus e reinarão pelos séculos dos séculos. Deus enxugará de nossos olhos toda a lágrima.

Conheceremos as águas límpidas do Rio da Vida e sentiremos o gostoso sabor do fruto da Árvore da Vida.

Depois da condenação definitiva do Diabo e suas hostes, ocorrerá o último de todos os julgamentos, o do Trono Branco.

Um grande trono branco, a palavra “grande”, aqui, denota poder e glória e o termo “branco” indica santidade e justiça.

Quem poderia se assentar num trono com esses adjetivos? O Senhor Jesus Cristo, o Justo Juiz que disse:

“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo” (Jo 5.22).

“Ele mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com retidão” (Sl 9.8).

De acordo com a Palavra de Deus, o Senhor Jesus será o Juiz em todos os julgamentos escatológicos:

1) No Tribunal de Cristo, logo após o Arrebatamento, Ele galardoará a Igreja (2 Tm 4.8; Ap 22.12).

2) No Julgamento de Israel, no fim da Grande Tribulação, Ele, que também é o Advogado (I Jo 2.1), será misericordioso ao ouvir o clamor do remanescente arrependido (Dn 12.1; J1 2.32).

3) No Julgamento das Nações, Ele julgará com imparcialidade os que sobreviverem ao Armagedom (Mt 25.31,32; 13.40-46).

4) No Julgamento do Diabo e suas hostes, após o Milênio, o Senhor porá termo ao poder das trevas (Ap 20.10; Rm 16.20).

5) No Trono Branco, depois da última revolta de Satanás e sua derrocada, Jesus condenará, segundo as obras de cada um, os pecadores impenitentes (Ap 20.13; 21.8; 22.15).

 

14.                      O novo céu e a nova terra

 

Os discípulos perguntaram a Jesus: “que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (Mt 24.3).

Como já vimos, há muitos sinais indicadores da Segun­da Vinda, os quais evidenciam que o “começo do fim” está próximo.

Contudo, depois de todos os acontecimentos já mencionados, chegará de fato o fim do mundo, que ensejará um novo início, o começo do “dia da eternidade” (Lc 20.35; 2 Pe 3.18; Ap 21-22).

Após o Juízo Final, o Universo dará lugar a um novo Céu e uma nova Terra na qual haverá uma Santa Cidade.

 

1  VII. Considerações finais sobre Escatologia

A escatologia desempenha um papel importante em toda a Bíblia. Os humanos e Satanás quebraram o mundo. E Deus logo virá para restaurá-lo e para nos restaurar.

Enquanto isso, precisamos prosseguir em nossa missão atual. Ainda não terminamos, cristãos. 

Vamos continuar a avançar o evangelho e deixar o fim dos tempos para Deus. Saberemos quando ele chegar. Enquanto isso, vamos nos concentrar no que ele nos chamou para fazer.

Este foi um resumo sobre a escatologia bíblica.

 Apesar de haver a possibilidade de salvação após o arrebatamento da Igreja, o ideal é estarmos preparados para quando as trombetas tocarem podermos subir ao encontro com o Senhor nos ares para estarmos para sempre com o Senhor.